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Sustentabilidade operacional no parque de impressão: 6 indicadores que o CFO entende

21 de outubro de 2026
Como medir desperdício, vida útil e energia — e transformar sustentabilidade em linha de custo, não em relatório. Pergunte a um diretor financeiro quanto o parque de impressão da empresa desperdiça por mês. A resposta mais comum é um silêncio, seguido de “não sei, mas deve ser pouco”. Normalmente não é pouco. E não é por falta de cuidado: é por falta de medida. O parque gera dados todos os dias, mas quase ninguém transforma esses dados em indicadores que cheguem à mesa de quem decide orçamento. Este artigo propõe seis indicadores para fazer isso. Eles servem para qualquer parque — próprio, alugado ou terceirizado — e cabem numa página de relatório mensal.

Por que falar disso agora

Em 29 de maio de 2026, a CVM editou a Resolução 244 e revogou a obrigatoriedade do relatório de sustentabilidade, nos padrões IFRS S1 e S2, para as companhias abertas. O relatório passa a ser opcional, no modelo “pratique ou explique”: quem não publicar precisa comunicar ao mercado o motivo. Para muitas empresas, isso tira a sustentabilidade da lista de obrigações formais. Ao mesmo tempo, ficou mais caro desperdiçar. A ANEEL projeta um efeito médio de 9,4% nas tarifas de energia em 2026, acima da inflação projetada. O IDC projeta preço médio de PC 18,3% maior no ano, por causa da escassez de memória puxada pelos data centers de inteligência artificial. Quando a regra sai e o custo sobe, sobra uma pergunta prática: o que, na nossa operação, gasta recurso sem gerar resultado?

O que os compradores já esperam do fornecedor

Na pesquisa de tendências de sustentabilidade da Quocirca de 2025, feita com decisores de TI nos Estados Unidos e na Europa, 69% disseram que sustentabilidade será extremamente importante para o desempenho do negócio em 2026, e 49% afirmaram que suas metas de sustentabilidade influenciam fortemente a escolha do fornecedor de impressão. Os critérios mais citados para escolher equipamentos são eficiência energética, suprimentos sustentáveis e longevidade do equipamento. E a preocupação com greenwashing — promessas ambientais sem comprovação — cresceu pelo segundo ano seguido. A mensagem para quem gere um parque é clara: o mercado quer menos declaração e mais medida.

Os 6 indicadores

  1. Taxa de utilização por equipamento
O que mede: quanto cada equipamento imprime e digitaliza em relação à capacidade para a qual foi dimensionado. O que revela: equipamentos ociosos, que custam aluguel, manutenção e energia sem uso correspondente, e equipamentos sobrecarregados, que quebram mais e param a operação. Como usar: compare o volume mensal de cada equipamento com o volume recomendado pelo fabricante. Equipamentos muito abaixo ou muito acima da faixa são candidatos a remanejamento.
  1. Custo por página real
O que mede: o custo total do parque — contrato ou depreciação, suprimentos, manutenção, energia — dividido pelo número de páginas efetivamente produzidas. O que revela: a diferença entre o custo que aparece na proposta e o custo que a empresa paga de fato. Um equipamento ocioso faz o custo por página disparar, mesmo com tarifa baixa. Como usar: calcule por área ou por unidade. É o indicador que mais rapidamente chama a atenção do financeiro.
  1. Consumo de energia e tempo em repouso
O que mede: quanto tempo os equipamentos passam em operação, em espera e em modo de economia de energia, e o consumo associado a cada estado. O que revela: configurações de economia desativadas, equipamentos ligados fora do expediente, modelos antigos que consomem mais em espera. Como usar: confira as configurações de repouso de cada equipamento e use as fichas técnicas dos fabricantes como referência de consumo por estado. É uma das correções mais baratas do parque: muitas vezes depende apenas de configuração.
  1. Chamados corretivos versus preventivos
O que mede: a proporção entre atendimentos feitos depois da quebra e intervenções feitas antes dela. O que revela: se a operação está prevenindo ou apagando incêndio. Cada chamado corretivo carrega custos que não aparecem na fatura: equipe parada, deslocamento de técnico, peça trocada às pressas. Como usar: acompanhe mês a mês. Uma proporção de corretivos que cresce é o primeiro sinal de que o parque está envelhecendo ou mal dimensionado.
  1. Vida útil média do parque
O que mede: a idade média dos equipamentos e quanto eles ainda têm de vida útil esperada. O que revela: os dois erros de troca. Trocar cedo demais desperdiça um ativo que ainda funcionava. Trocar tarde demais transforma economia em custo de manutenção, energia e parada. Como usar: cruze idade, volume e histórico de chamados. A hora certa de trocar aparece quando o custo de manter passa a superar o custo de substituir.
  1. Destino do equipamento no fim do contrato
O que mede: o que acontece com cada equipamento quando ele sai do parque: reuso, revisão e nova vida em outro lugar, reciclagem ou descarte. O que revela: se o fim do ciclo é tratado como etapa planejada ou como problema de última hora. Equipamento que ainda funciona e vai para descarte é o desperdício mais caro de todos, porque joga fora um ativo inteiro. Como usar: exija do fornecedor — ou da sua própria operação — um registro do destino de cada equipamento retirado.

O que um contrato de outsourcing bem desenhado assume

Os seis indicadores valem para qualquer modelo de parque. Num contrato de outsourcing, parte da responsabilidade por eles muda de lado: dimensionamento, manutenção, substituição e destino do equipamento passam a ser compromissos do fornecedor. Isso só funciona se o contrato disser isso com clareza. Na hora de contratar ou renovar, vale perguntar quais desses indicadores o fornecedor acompanha, com que frequência eles são reportados e o que acontece quando um deles sai da faixa combinada.

Como não cair no greenwashing

Sustentabilidade operacional tem uma regra simples: só comunique o que você mede.
  • Em vez de “nosso parque é sustentável”, diga “reduzimos o número de equipamentos ociosos de X para Y”.
  • Em vez de “impressão verde”, diga “configuramos o modo de economia de energia em todos os equipamentos”.
  • Em vez de “reciclamos tudo”, diga “todo equipamento retirado tem destino registrado”.
Benefício operacional nem sempre é benefício ambiental comprovado. Quando o número não existe, fale de eficiência, de custo e de vida útil, que são verificáveis.

Como a Lello trabalha

Em 35 anos acompanhando parques de impressão, aprendemos que eficiência começa antes da instalação e termina depois da retirada. Por isso, o ciclo do equipamento é tratado do dimensionamento ao destino final. Um exemplo prático: equipamentos que voltam de contratos encerrados passam por revisão, recebem os componentes necessários e o selo de garantia Lello, e seguem para uma nova etapa de uso em outro lugar. Fim de contrato não precisa ser fim de vida útil. Sustentabilidade operacional não depende de relatório nem de selo. Depende de seis números que qualquer gestor pode acompanhar todo mês. Quando eles aparecem na mesa do financeiro, a conversa sobre o parque deixa de ser sobre opinião e passa a ser sobre decisão.

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