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Por que sua empresa gasta mais com impressão do que deveria e ninguém consegue explicar de onde vem esse custo.

27 de maio de 2026

Por que sua empresa gasta mais com impressão do que deveria e ninguém consegue explicar de onde vem esse custo.

O Gartner estima que a impressão consome entre 1% e 3% do faturamento anual de uma empresa. Para uma operação de R$60M/ano, isso representa até R$1,8 milhão — a maior parte invisível na DRE, sem responsável e sem meta. O custo de impressão da sua empresa não está onde você acha que está. Ele está fragmentado entre TI, Facilities, Compras e Suporte — invisível para a liderança, sem dono, sem histórico. E é exatamente por isso que cresce todo ano sem que ninguém consiga explicar por quê. O problema raramente começa grande. Começa pequeno, pulverizado e silencioso. Mas operações corporativas complexas não perdem dinheiro em grandes contratos mal negociados — perdem em decisões aparentemente pequenas, repetidas diariamente sem nenhuma governança. A seguir, os 4 erros que mais custam — e que aparecem em quase toda empresa com mais de 50 equipamentos de impressão.

Confundir preço de compra com custo operacional

Pergunta que sua empresa deveria estar fazendo: “Quanto custa imprimir uma página considerando falhas, reimpressões, manutenção e tempo parado?” — não apenas “qual o preço do cartucho?” Segundo a IDC, empresas que migram para gestão ativa de impressão reduzem custos operacionais em 10% a 30%. A diferença não está no suprimento. Está no modelo de gestão. Um cartucho mais barato pode apresentar menor rendimento real, falhas recorrentes, vazamentos e desgaste prematuro de componentes. Na prática, o setor de compras economiza R$30 por cartucho enquanto a operação perde horas em improdutividade que nunca entra na mesma linha de custo. O problema não está no preço. Está na ausência de visão sistêmica. Empresas maduras avaliam suprimentos considerando impacto operacional total — não custo de aquisição isolado.

Ignorar o custo real do downtime operacional

Pergunta que sua empresa deveria estar fazendo: “Quanto custa 1 hora do meu time parado aguardando a impressora voltar?” — e quantas vezes isso aconteceu no último mês? De acordo com o Gartner, até 50% dos chamados de help desk em empresas corporativas estão relacionados a problemas de impressão. Isso significa que sua TI dedica recursos estratégicos para resolver suprimentos — não para executar roadmap. Uma impressora parada raramente para sozinha. Ela atrasa aprovações, interrompe processos, cria compras emergenciais e desorganiza equipes. O custo do downtime quase nunca aparece na nota fiscal — mas sai do mesmo caixa. Em empresas com alta demanda documental, logística ou administrativa, minutos de indisponibilidade se transformam em retrabalho, sobrecarga de suporte interno e desgaste entre equipes. Esses custos raramente entram na análise de compra do cartucho.

Operar sem política de suprimentos definida

Pergunta que sua empresa deveria estar fazendo: “Existe um responsável pelo custo de impressão na nossa organização — ou cada área decide por conta própria?” A Quocirca (2025) identificou que custo é o principal desafio de gestão de impressão para 68% das organizações. Mas apenas uma fração dessas empresas possui política centralizada de suprimentos. O resultado é previsível: compra reativa, custo variável sem teto, ausência total de previsibilidade orçamentária. Em empresas com compras descentralizadas, cada unidade escolhe um fornecedor diferente, cada departamento decide um modelo distinto, cada urgência cria uma exceção. O parque de impressão se torna um ambiente operacionalmente instável sem que ninguém perceba — até o problema escalar. Operações maduras tratam impressão como infraestrutura crítica. Isso exige padronização, rastreabilidade e controle técnico — não decisões pulverizadas por urgência.

Tratar impressão como custo irrelevante da operação

Pergunta que sua empresa deveria estar fazendo: “Se a linha de impressão sumisse da DRE amanhã, quanto tempo levaria para alguém perceber — e quem seria esse alguém?” Quando organizações calculam o TCO real da operação de impressão — incluindo manutenção, suprimentos, gestão, tempo humano e ineficiências acumuladas — o custo total frequentemente supera em 2 a 3 vezes o valor percebido inicialmente. Não porque alguém errou o orçamento. Porque o modelo de análise foi desenhado para enxergar só o que é fácil de enxergar. Empresas que escalam sem governança sobre impressão não perdem apenas dinheiro. Perdem previsibilidade operacional. E previsibilidade é um dos ativos mais valiosos em estruturas corporativas complexas. A empresa que não enxerga esse custo não é descuidada. É uma empresa que ainda não teve o modelo certo para enxergar. A maioria das empresas não perde dinheiro porque imprime demais. Perde porque não enxerga os custos invisíveis gerados por uma operação de impressão mal gerenciada. A pergunta que poucas empresas fazem não é “quanto custa o cartucho?” — mas sim “quanto nossa operação perde por não controlar esse ambiente?” Essa mudança de perspectiva é o que separa operações reativas de operações inteligentes. O primeiro passo não é trocar o cartucho. É revisar a lógica inteira da operação.

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